A tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, realizada nesta terça-feira (21) em Ouro Preto, foi marcada por um embate público entre o prefeito Ângelo Oswaldo (PV) e o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).  

O evento, considerado a mais alta honraria do Estado e realizado anualmente no Dia de Tiradentes, reúne autoridades e homenageia personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais.  

DISCURSO DO PREFEITO GEROU REAÇÃO

Durante a solenidade, o prefeito Ângelo Oswaldo defendeu um modelo de educação baseado na formação crítica e democrática, ao citar o conceito de “escola cívico-militante”, em contraposição ao modelo de escolas cívico-militares.  

Em seu pronunciamento, ele associou a proposta a valores históricos da Inconfidência Mineira e afirmou que a educação deve priorizar cidadania e consciência política.  

GOVERNADOR REBATE EM TOM DURO

Após a fala, o governador Mateus Simões reagiu e classificou o discurso como desrespeitoso aos militares. Ele afirmou que “respeito, pelo menos, a quem é recebido como visitante, é o mínimo que se espera”, durante a cerimônia.  

A resposta ocorreu em meio ao debate sobre o projeto do governo estadual que propõe a implantação de escolas cívico-militares em Minas Gerais, tema que tem gerado divergências políticas no estado.  

CLIMA DE TENSÃO NO EVENTO

Segundo relatos, a cerimônia foi marcada por discursos políticos e troca de críticas entre os dois líderes, evidenciando um clima de tensão durante um evento tradicionalmente institucional.  

O prefeito também voltou a criticar o projeto estadual e atribuiu ao governador postura considerada inadequada durante o episódio.  

CONTEXTO POLÍTICO

Mateus Simões assumiu o governo de Minas em 2026, após a saída do então governador Romeu Zema, e tem defendido pautas ligadas à reorganização administrativa e à educação, incluindo o modelo cívico-militar.  

Já Ângelo Oswaldo, atual prefeito de Ouro Preto, possui trajetória política ligada à defesa de pautas culturais e educacionais, além de atuação histórica na preservação do patrimônio e da memória democrática.